Resinorte

Os lixiviados produzidos nos aterros sanitários, face às suas caraterísticas têm que ser convenientemente contidos, recolhidos, tratados e monitorizados. A contenção faz-se através da impermeabilização de fundo e lateral, a recolha faz-se mediante a colocação no fundo de uma tubagem perfurada a meia seção e a monitorização realiza-se por intermédio de análises periódicas aos lixiviados, às águas subterrâneas através piezómetros e às águas superficiais (linhas de água da envolvente). O tratamento dos lixiviados é realizado antes da sua descarga no meio natural de maneira a se obterem as concentrações impostas na legislação em vigor relativa à qualidade da água.

Numa ótica de desempenho ambiental e de aplicação das melhores técnicas disponíveis, os aterros sanitários da RESINORTE estão dotados de um sistema de tratamento dos lixiviados provenientes das células de exploração e das águas residuais industriais e domésticas provenientes das zonas de apoio. O sistema de tratamento compõe-se por:

Lagoas arejadas para efeitos de armazenamento e regularização de caudais;

Decantador lamelar;

Unidades de osmose inversa.

O tratamento de lixiviados por osmose inversa, sendo um dos mais eficazes em termos da capacidade de obtenção de um efluente tratado com as caraterísticas necessárias à sua descarga no meio ambiente, gera dois tipos de efluentes finais: o permeado e o concentrado. O permeado corresponde ao produto final, preparado para ser descarregado na linha de água e o concentrado é devolvido à massa dos resíduos do aterro, donde saiu por segregação, por reinjeção/recirculação, sem que seja retirado do aterro. Em consequência, a produção de biogás é intensificada e o teor em matéria orgânica biodegradável reduz-se mais rapidamente, encurtando-se assim o período de estabilização pós-encerramento do próprio aterro. Esta técnica de reinjeção/recirculação corresponde à adaptação do aterro ao conceito de aterro enquanto reator biológico, por oposição ao ponto de vista, do aterro do “túmulo” ou da “mumificação”. Nesta perspetiva de funcionamento como reator biológico, a percolação de água, água lixiviante ou concentrado de osmose inversa na massa de resíduos do aterro contribui para a aceleração dos processos de degradação biológica e a sua respetiva inertização.

No caso particular dos aterros sanitários de Santo Tirso e de Guimarães os lixiviados são recolhidos e encaminhados para uma ETAR municipal onde são tratados juntamento com o efluente doméstico.

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